A proposta para a Solum, apesar de não ser “um instrumento de caráter vinculativo”, vai permitir “de forma proativa repensar aquele território, conferindo-lhe qualidade em termos de desenho urbano, funcionalidade e lógica funcional de conjunto”, afirmou a vereadora Ana Bastos.
A vereadora referiu que também serão submetidas a apreciação da CM de Coimbra a requalificação da Praça 25 de Abril e a reposição da estação do Alto de São João, no âmbito do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM), para dar resposta a 2.000 fogos daquela zona. Ana Bastos avançou ainda que na quinta-feira, dia 22 de setembro, será consignada a obra do SMM entre a estação de Coimbra-A e Coimbra-B e será aberto ao público o passeio de Aeminium, junto à margem direita do Mondego.
LUSA/ CM Coimbra
Intervenção na íntegra da vereadora Ana Bastos:
“Estamos em plena comemoração da 20º edição da semana europeia da mobilidade, dedicada ao tema “Melhores conexões”.
Numa fase de pós-pandemia onde se quebraram muitos laços e cadeias sociais, este tema é extremamente pertinente, reforçando a necessidade de também aqueles que pensam o território, o fazerem de forma integrada, articulando as necessidades das pessoas, com a politica de mobilidade urbana e o sistema de transportes, enquanto alavanca ao desenvolvimento do território envolvente.
Na linha das politicas europeias e mundiais, esta semana da mobilidade é particularmente dedicada à promoção da mobilidade urbana sustentável, com grande ênfase para a promoção dos modos suaves, micromobilidade e transportes colectivos.
No sábado e Domingo tivemos a oportunidade de abrir a R. da Sofia, a Ponte Sta Clara e a Av. João das Regras à fruição urbana, dando a oportunidade, a todos os que aderiram à iniciativa, de usufruírem de espaços com grande potencial de procura e a redescobrirem o património paisagístico, patrimonial e histórico aí acumulado.
Foi muito interessante perceber como as várias gerações de pessoas, desde os netos até aos avós aderiram a iniciativa e isolados ou em família, tiraram partido, entre brincadeiras e passeios, do potencial deste espaço publico. A dinamização e o envolvimento das pessoas em atividades concentradas nestes dois trechos urbanos nestes dois últimos dias, mostra o quando a população de Coimbra valoriza a criação de espaços de estar, de passeio e de socialização, ao mesmo tempo que para os planeadores se identificam locais com elevado potencial de transformação, tornando-os mais humanizados, atrativos e funcionais.
Deixo aqui um agradecimento especial a todos aqueles que aderiram, assim como às diversas associações recreativas, culturais e desportivas que aceitaram o desafio para estarem presentes. Também o artesanato local esteve presente, mostrando que a tradição continua viva e dinâmica em direção ao futuro.
Esta manhã, em colaboração com a Metro Mondego e as Infraestruturas, e na companhia dos meus 2 colegas de vereação, em relação a quem deixo um agradecimento espacial pela colaboração, abrimos a obra da Metro Mondego, a todos os que a quiseram conhecer um pouco mais a fundo. Na presença dos técnicos responsáveis pela conceção, fiscalização e direção da obra, numa parceria entre as 3 entidades envolvidas, foi possível ver e ouvir qual será a grande transformação do espaço, nos próximos meses. Seleccionamos o trecho urbano mais avançado compreendido entre a Pç 25 de Abril e a Ponte da Portela, com paragens em todas as estações e locais que, pela sua relevância em termos de mobilidade ou de planeamento territorial ou desenho urbano, se justificava promover um debate aberto, participado e elucidativo. Esta extensa caminhada matinal, através do canal do antigo comboio e futuro metrobus, permitiu ainda trazer duas melhorias que serão submetidas a apreciaçao e aprovação desta câmara Municipal:
– a requalificação da Pç 25 de Abril , cujo trabalho de requalificação e integração funcional ficou a cargo da CMC e que se traduz num espaço, onde para além da manutenção da estrutura arbórea e da fonte ornamental aí existente, se conta com o reforço do nº de árvores, sem prejuízo da intermodalidade e da lógica de conjunto local.
– o estudo urbanistico da zona da solum, o qual mesmo não sendo um instrumento de caracter vinculativo, permite de forma pro-activa repensar aquele território, conferindo-lhe qualidade em termos de desenho urbano, funcionalidade e lógica funcional de conjunto.
– a reposição da estação do Alto de S. Joao, abandonada no projecto aprovada e que agora será integrada no trecho sub-urbano, num esforço financeiro extraordinário das IP, MM e CMC. Na prática permitirá responder a quase 2000 fogos ali concentrados.”