17 Agosto 2016

Câmara de Coimbra tomou posse administrativa dos bares do Parque Verde

Câmara de Coimbra tomou posse administrativa dos bares do Parque Verde

O presidente da Câmara Municipal de Coimbra (CMC), Manuel Machado, anunciou ontem que a autarquia tomou posse administrativa dos estabelecimentos do Parque Verde do Mondego, encerrados pelo concessionário, na sua maioria, pelo menos desde dezembro último, antes da ocorrência das cheias de janeiro e fevereiro deste ano. “A Câmara Municipal tomou posse administrativa do equipamento que se encontrava abandonado”, disse Manuel Machado, na reunião quinzenal do executivo, recordando que duas cheias, em janeiro e fevereiro, causaram danos avultados nas chamadas “docas” (compostas por esplanadas, dois bares, um restaurante e uma gelataria).

O autarca, também presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses, revelou ter visitado o local e que, com a ajuda de uma equipa de trabalhadores, foi possível abrir as portas e entrar nas instalações. Na sua opinião, “é exequível intervir naquele espaço” e encontrar uma solução arquitetónica que obste ao avanço das águas e o seu efeito destrutivo sempre que o Mondego galgue de novo as margens, entre as pontes da Portela e de Santa Clara. 

“Manter aquela situação crónica de abandono é abaixo de miserável”, comentou, vincando que “tudo está em equação” para que o problema das cheias no Parque Verde do Mondego seja resolvido. Manuel Machado disse ainda que, ao contrário de algumas versões publicadas na sequência das cheias do passado inverno, o recheio encontrado no interior das instalações abandonadas “é apenas lixo”.

A Câmara de Coimbra, proprietária daquele complexo de lazer, vai aguardar uma proposta de alteração do arquiteto Camilo Cortesão, autor do projeto, para que seja realizada a necessária intervenção. Uma hipótese, já aventada, é a da construção de um piso superior que, pela sua maior altura, deverá ficar a salvo dos períodos de subida das águas. 

Desde 2004, aquele conjunto de bares, restaurante, gelataria e esplanadas afirmou-se como um dos locais mais frequentados da noite coimbrã e nos períodos de lazer diurnos, tirando partido da sua proximidade da água, numa cidade universitária onde residem milhares de estudantes no período de aulas e que passou a atrair um mais elevado número de turistas após a classificação da Universidade e de parte do centro histórico pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) como Património da Humanidade, em 2013.

Entretanto, o município já adjudicou as obras de recuperação do parque infantil contíguo à área de restauração, outra das estruturas danificadas pelas cheias. O Município encontra-se também a preparar a reabertura das casas de banho ao público, o que, nos cálculos de Manuel Machado, poderá acontecer “ainda esta semana”. A CMC efetuou ainda melhoramentos ao nível do piso e vedou o acesso aos estabelecimentos. 

Recorde-se ainda que o lançamento de novo concurso para a concessão dos quatro estabelecimentos de hotelaria já foi aprovado pelo Executivo da CMC, carecendo, nesta altura, de aprovação por parte da Assembleia Municipal de Coimbra. 

Lusa/CMC

Your browser is out-of-date!

Update your browser to view this website correctly. Update my browser now.

×